A família de Paranaguá, no Paraná, viveu oito anos de consequências após um passeio de parque de diversões terminar com um AVC para Débora Antunes, 39 anos. O incidente ocorreu em 9 de janeiro de 2018, durante viagem de férias para Santa Catarina, em comemoração ao aniversário do marido.
Após bater a cabeça na primeira montanha-russa, Débora sentiu apenas um incômodo. Ao voltar a andar, uma dor intensa surgiu e a voz lhe pareceu ter sumido, como se estivesse em um túnel. O acidente levou à perda de consciência e socorro no parque.
O AVC foi confirmado após a deslocação inicial ao hospital mais próximo, com a paralisia facial causada pela adrenalina. Ela voltou ao hospital, desta vez em Curitiba, onde a ressonância revelou dissecção da artéria carótida e, posteriormente, um AVC isquêmico desencadeado após outro brinquedo. A cirurgia era essencial, com custo estimado de R$ 50 mil em hospital particular; a família conseguiu quitar R$ 40 mil e Débora recebeu tratamento em instituição pública.
O que aconteceu envolvendo Débora e sua família foi um quadro grave que exigiu recuperação médica e acompanhamento anual, com o uso temporário de antidepressivos para lidar com traumas psicológicos. Hoje, Débora não apresenta sequelas físicas significativas, mas evita parques de diversões e mantém acompanhamento de saúde.
O AVC é causado pela obstrução ou ruptura de vasos que levam sangue ao cérebro. O isquêmico, mais comum, corresponde a cerca de 85% dos casos, enquanto o hemorrágico representa aproximadamente 15%. Fatores como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e histórico familiar elevam o risco, segundo informações oficiais de saúde.
- Doença vascular pode apresentar sintomas como confusão, dificuldade de fala, visão alterada, dor de cabeça súbita, desequilíbrio ou fraqueza de um lado do corpo. A compreensão rápida dos sinais aumenta as chances de recuperação.
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