O fenômeno da IA na China ganhou impulso com o OpenClaw, ferramenta de IA construída a partir de dados públicos. Popular entre usuários chineses, ele é conhecido localmente como a “lagosta”.
Desenvolvido pelo austríaco Peter Steinberger, o OpenClaw permite personalização para modelos de IA chineses. Enquanto modelos ocidentais são restritos na China, a plataforma cresce por meio de código aberto.
O interesse atingiu várias cidades, com filas se formando em hubs de tecnologia de Shenzhen e Pequim, onde empresas como Tencent e Baidu disponibilizaram versões personalizadas.
No âmbito governamental, cidades como Wuxi ofereceram incentivos de até 5 milhões de yuans para aplicações do OpenClaw em robótica e produção, como parte da estratégia AI Plus.
Profissionais, estudantes e aposentados passaram a explorar a ferramenta, que simula tarefas como gestão de catálogos, automação de descrições e comparação de preços. O ritmo chegou a surpreender.
Especialistas destacam que o entusiasmo inicial convive com preocupações de segurança e com custos de uso, levando órgãos de cibersegurança a alertarem sobre riscos e a restringirem instalações.
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