A Prefeitura de Belo Horizonte decretou situação de emergência em saúde nesta sexta-feira (10) devido ao aumento de doenças respiratórias na capital. O anúncio foi feito pelo prefeito Álvaro Damião, com o apoio do secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto. A medida busca acelerar ações para evitar a sobrecarga no sistema público.
O pesquisou aponta maior pressão nas unidades de pronto atendimento (UPAs), com procura elevada por atendimento, especialmente entre crianças. O quadro também já foi observado em cidades da região metropolitana, como Contagem, segundo a gestão municipal.
Medidas para ampliar atendimento
O decreto autoriza ampliar rapidamente a oferta de leitos, equipamentos e estrutura de atendimento, além de contratar mais profissionais e flexibilizar horários nas unidades de saúde. O pico de demanda deve ocorrer nas próximas duas semanas, motivando a adoção antecipada.
Dados de atendimentos da rede municipal apontam aumento expressivo: janeiro registrou 22.802 atendimentos, fevereiro 22.533 e março 49.574. A ocupação hospitalar permanece estável, com apoio de hospitais como Odilon Behrens e o Hospital do Barreiro.
Dia D de vacinação
A vacinação é apontada como principal estratégia para conter o avanço das doenças. A partir deste sábado (11), Belo Horizonte promove o Dia D de imunização contra influenza e Covid-19. A campanha já havia sido antecipada, mas a adesão ainda é baixa em relação ao ideal.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, há doses disponíveis e remanejamento entre unidades evita faltas pontuais. O prefeito pediu que a população procure os postos de saúde para se vacinar, ressaltando a importância da imunização para reduzir a demanda nas UPAs.
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