O Ministério da Saúde acompanha a disseminação da chikungunya no Brasil, com mais de 24 mil casos prováveis em 2026. Em Dourados, Mato Grosso do Sul, o estado de emergência foi declarado após mais de quatro mil moradores serem atingidos. A situação é mais crítica entre comunidades indígenas da região.
Mais de 1.200 casos já foram confirmados nas áreas indígenas próximas, com pelo menos seis mortes registradas. Um centro de triagem foi organizado para atender a população local, que totaliza cerca de 20 mil pessoas, visando agilizar diagnósticos e encaminhamentos.
Avanços e ações de enfrentamento
O Rio de Janeiro também apresenta alta de casos em relação ao ano anterior, levando o país a confirmar quinze mortes até o momento. A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan recebeu aprovação da Anvisa, mas segue em piloto em Mirassol, São Paulo, ainda restrita a fase experimental.
Forças armadas atuam em Dourados para reduzir criadouros do mosquito Aedes aegypti, com a instalação de armadilhas e ações de vigilância. O governo federal anunciou repasse de mais de R$ 27 milhões para fortalecer o atendimento de saúde pública na pauta de controle da doença.
Cuidados e prevenção
As autoridades enfatizam a necessidade de eliminar criadouros semanalmente, uma vez que o Aedes aegypti transmite dengue, chikungunya e zika. Medidas incluem remoção de água parada, campanhas de conscientização e monitoramento de casos em unidades de saúde.
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