A prevenção da demência não elimina a doença, mas atrasa o surgimento dos sintomas. Neurologistas explicam que não existe vacina que imunize contra o Alzheimer. Em entrevista ao programa Sinais Vitais da CNN Brasil, eles destacaram esse ponto central.
Segundo os especialistas, a ideia de vacina seria enganosa. A prevenção atua adiando o início da doença e a dependência, o que pode ampliar a qualidade de vida por décadas. O cenário ideal é manter a saúde para adiar o quadro.
Se chegou a ocorrer o aparecimento da doença, a expectativa de vida com qualidade pode ser maior ao impedir o avanço rápido dos sintomas. O adiamento tem impacto direto na autonomia e no bem-estar dos pacientes.
Fatores de risco e proteção
Entre os principais fatores de risco estão hipertensão e diabetes mal controladas na meia-idade, obesidade, depressão não tratada, déficits sensoriais não corrigidos e sono inadequado. A poluição ambiental é mencionada como desafio, mas há controles possíveis para os demais itens.
A prática regular de atividade física, estímulos intelectuais e sociais ajudam a reduzir o risco. Uma alimentação equilibrada, o controle de pressão, glicose e colesterol, além de evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool, compõem as medidas de proteção.
Suplementos para memória
Os médicos também comentaram a falta de evidência de eficácia de suplementos específicos para memória. Não há um suplemento comprovadamente eficaz para prevenir ou tratar a demência. Eles reforçam a cautela diante de promessas comerciais.
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