O governo colombiano autorizou o sacrifício de 80 hipopótamos da cocaína, descendentes de Pablo Escobar, para controlar a população invasora que ameaça o ecossistema. A decisão foi anunciada pela ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, nesta segunda-feira (13).
A medida busca conter o avanço da espécie, após anos de tentativas frustradas de sterilização e transferências para santuários internacionais, consideradas caras e pouco eficazes para reduzir o impacto ambiental.
Os hipopótamos vivem livremente na região do Rio Magdalena e são descendentes de apenas quatro animais importados ilegalmente por Escobar na década de 1980. Especialistas alertam que a população já passa de 200 indivíduos.
Plano orçamentário e logística
O novo plano terá um orçamento de 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 9,9 milhões) e prevê a eutanásia em casos específicos. Também está previsto o custo para exportar 70 animais a países como Índia e México, estimado em US$ 3,5 milhões.
De acordo com a ministra Vélez, a ação visa preservar os ecossistemas locais, já que a Colômbia é o único país fora da África com hipopótamos em estado selvagem. Estudos indicam risco de desequilíbrio ambiental se a população não for contida.
Contexto e fontes
A decisão é tema de debate entre cientistas, que veem o abate como necessária para evitar impactos na biodiversidade, e autoridades, que enfrentam críticas por medidas extremas. A cobertura é baseada em informações da CNN Internacional e da AP.
A CNN Internacional segue acompanhando o desenrolar das ações de manejo ambiental no território colombiano.
Entre na conversa da comunidade