A NASA reestruturou o programa Artemis após atrasos e custos elevados. A Artemis III, prevista para 2027, não levará humanos à superfície neste estágio, pois os sistemas ainda passam por testes. O foco é testar módulos de pouso comerciais.
A meta passa a ser validar o acoplamento entre a cápsula Orion e um módulo de pouso em órbita lunar, antes de qualquer descida. Dois parceiros privados, SpaceX e Blue Origin, participam dos sistemas de descida.
A Artemis IV, programada para 2028, deve realizar o pouso humano na Lua, transferindo a cápsula Orion para o módulo de pouso em órbita. A ideia é estabelecer uma base de apoio temporária na superfície lunar em etapas.
O que muda no planejamento de Artemis
Entre as décadas de 1960 e 1970, o programa Apollo realizou 17 missões, com seis pousos na Lua. Após 1972, a NASA retomou a exploração lunar apenas no século 21 com Artemis.
A Artemis II terminou em 2026 com um sobrevoo lunar tripulado, marcando a primeira missão desse tipo neste século. O cronograma anterior previa pouso humano já na próxima missão.
A nova estratégia reduz atrasos e estabelece metas mais próximas, buscando um ritmo de missões lunares anuais a partir de Artemis V. A reestruturação aproximou o calendário do modelo Apollo.
Como será a Artemis III
Em 2027, a tripulação não pousará diretamente na Lua. A cápsula Orion fará o lançamento pelo foguete SLS e, em órbita, acoplará-se a um módulo de pouso comercial.
A partir do acoplamento, os astronautas descerão até a superfície lunar com o módulo de pouso. O procedimento exige testes de sistemas de vida, comunicação e propulsão.
Agora, a NASA trabalha com dois projetos de pouso: o Sistema de Pouso Humano (HLS) da SpaceX, e outro da Blue Origin. Ambos passam por testes não tripulados antes de receber tripulação.
O que esperar dos próximos passos
A Artemis III poderá testar ao menos um dos sistemas de pouso, avaliando desempenho ambiental e eficácia de traje extraveicular. O uso inicial deve favorecer o modelo da SpaceX.
O sistema da Blue Origin está previsto para uso mais tarde, possivelmente a partir da Artemis V, visando maior permanência na superfície lunar e apoio à futura Gateway.
A Artemis IV continua definida como a missão de pouso direto, com transferência entre cápsula e módulo em órbita lunar para a descida. A agência mantém a confirmação de objetivos e prazos conforme o programa avança.
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