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Da Mata Atlântica à Amazônia: Santi discute companheirismo e verdades no Brasil

Alexandre de Santi, editor-chefe da Mongabay Brasil, destaca jornalismo colaborativo, impactos de investigações e novas perspectivas em reportagens ambientais

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Alexandre de Santi analisa a relação entre clima, natureza e desenvolvimento no Brasil, mostrando como a queda de biomas endógenos influencia a cobertura jornalística. O jornalista destaca que o colapso climático é o maior desafio de sua geração.

Antes de integrar a Mongabay, Santi atuou como repórter desde 1999, fundou o estúdio editorial Fronteira e ajudou a criar a Matinal, em Porto Alegre. Também foi chefe de seção na Intercept Brasil, com participação em investigações de grande impacto.

Em 2022, Santi passou a integrar a Mongabay e, em 2025, tornou-se editor-geral para o Brasil. Reside em áreas urbanas onde a Mata Atlântica já ocupa menos de 24% de sua extensão original, e comenta como a floresta ressurge entre o concreto.

Para ele, a expansão urbana contrasta com as comunidades e a natureza que já existiam no território. Defende que povos indígenas possuem lições de convivência com o ambiente, que poderiam orientar modelos de desenvolvimento alternativos para o Brasil.

Destaque de carreira

Santi cita a edição de uma investigação sobre o mercado de créditos de carbono no Brasil, que expôs um esquema de lavagem de madeira. O trabalho resultou em prisões, apreensões de ativos e teve impacto relevante na fiscalização.

Segundo o editor, a coautoria com Fernanda Wenzel evidencia o valor da reportagem investigativa em equipe. Ele reforça que a Mongabay é o espaço adequado para contar narrativas ambientais de forma aprofundada.

Abordagem e público

O repórter enfatiza a importância de manter uma abordagem fresca nas histórias, olhando para o leitor e para o humano por trás da notícia. A ideia é apresentar os temas com seriedade, sem deixar de atrair o interesse público.

Santi destaca que a região amazônica representa uma parcela significativa de 80% ainda preservada, o que impõe novos indícios sobre políticas, conservação e conflitos. A ideia é mostrar caminhos mais integrados entre sociedade e natureza.

Contribuição e ensino

Entre métodos de trabalho, destaca encontros com colegas, revisão de conteúdo, checagem de fatos e planejamento editorial como parte essencial do processo. A prática demonstra como editores podem guiar investigações complexas com rigor.

Santi ressalta que a curiosidade é aliada da qualidade jornalística. A experiência acumulada ao longo de anos em diferentes temas o ajuda a buscar primeiras informações que possam abrir caminhos para investigações futuras.

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