A China colocou em operação o seu maior supercomputador com inteligência artificial, na terça-feira, 14 de abril. O cluster fica na central da Rede Nacional de Supercomputação, em Zhengzhou, capital de Henan, e foi implementado pela Sugon. A confirmação veio pelo China Media Group e pelo Global Times.
A infraestrutura é alimentada por 60 mil chips de IA fabricados domesticamente, o dobro dos 30 mil usados desde a fase de testes em fevereiro. O conjunto inclui também interconexões de alta velocidade, rede, plataforma de software de orquestração e mais de mil modelos de linguagem de código aberto.
A plataforma opera com a chamada estratégia do “agente de supercomputação científica”: demandas em linguagem natural são convertidas em tarefas, modelos são acionados, recursos alocados e resultados entregues automaticamente, sem exigir configuração de TI pelo usuário.
Segundo Chen Jing, vice-presidente do Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Estratégia da China, o equipamento coloca o sistema entre os maiores do mundo, comparável a estruturas de Meta e Google. Ele destacou que nenhum chip utiliza o ecossistema da Nvidia.
Tecnologia
O projeto prioriza pesquisa científica, com usos comerciais de IA como finalidade secundária. O governo chinês reforçou, recentemente, o apoio à expansão de infraestruturas de computação inteligente em zonas de alta tecnologia. O Relatório de Trabalho de 2026 sinalizou coordenação entre capacidade computacional e fornecimento de energia.
Contexto governamental
A iniciativa faz parte de um movimento nacional para ampliar o parque tecnológico diante de metas de independência tecnológica. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação anunciou apoio a investimentos em infraestrutura de computação. Fontes oficiais destacam o papel estratégico da potência energética no desenvolvimento.
Entre na conversa da comunidade