O Kepler Communications colocou em órbita o maior cluster de computação atualmente ativo no espaço. A rede, lançada em janeiro, reúne 10 satélites operacionais conectados por links a laser e equipada com cerca de 40 processadores Nvidia Orin voltados para computação de borda. O objetivo é movimentar dados quase em tempo real a partir do espaço.
Essa estrutura não é um centro de dados terrestre elevado, mas uma arquitetura distribuída que combina processamento e conectividade no ambiente orbital. O conceito representa uma evolução prática da computação espacial, já em operação, segundo o TechCrunch.
O que foi colocado em órbita
O cluster é composto por 10 satélites que formam uma constelação voltada a operações de borda. Os processadores Nvidia Orin permitem processamento local de dados, reduzindo a necessidade de envio imediato a estações terrestres. A rede funciona com links a laser para interconexão entre os satélites.
A iniciativa visa facilitar transferência de dados entre espaço e solo com menor latência. A Kepler descreve a rede como capaz de movimentar dados no espaço quase em tempo real, abrindo caminho para aplicações emergentes em orbitais.
Contexto e desdobramentos
Essa arquitetura é apresentada como parte de uma tendência de infraestrutura espacial que difere de grandes centros de dados terrestres. Enquanto alguns projetos anteriores falavam em centros de dados no espaço, a solução da Kepler aposta em uma constelação distribuída para processamento próximo da fonte de dados.
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