Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pavilhão circular de madeira recupera área alagada em parque mexicano

Pavilhão circular de madeira, o primeiro no México com CLT, restaura lago do Parque Sierra Morelos e apoia a conservação de axolotes ameaçados

Implantado em área alagada, o pavilhão Ajolotario integra arquitetura e sustentabilidade ao recuperar habitat no México
0:00
Carregando...
0:00

Um pavilhão circular de madeira integra um projeto de restauração ambiental no Parque Sierra Morelos, no México. Batizado de Ajolotario, ele centraliza ações de conservação de axolotes e outras espécies nativas, aliando arquitetura, paisagismo e sustentabilidade.

A iniciativa foi desenvolvida pelo escritório Riparia MX e fica no parque público, com foco na recuperação do ecossistema degradado ao longo dos anos. O objetivo é proteger seis espécies de axolotes ameaçadas e promover a vida selvagem local.

O Ajolotario é reconhecido por usar madeira laminada cruzada, o primeiro edifício no México com essa tecnologia. O CLT substitui parte de concreto e aço, reduzindo emissões durante a construção.

O projeto utiliza também concreto reciclado em caminhos permeáveis e madeira reaproveitada em deques e pontes. A obra foi concluída em cerca de oito meses, com a participação de aproximadamente 400 trabalhadores.

A construção observa observação da biodiversidade tanto acima quanto abaixo da água, com pavilhão que abriga terrários e aquários com animais resgatados em metamorfose. O layout facilita a integração entre ambiente e público.

Antes da intervenção, o lago principal apresentava vazamentos e degradação. Para reverter o quadro, foi implantado um sistema de recuperação de águas residuais capaz de tratar cerca de 430 m³ por dia.

A água passa por tratamento biológico e filtragem natural em áreas úmidas, riachos e zonas plantadas. O recurso tratado é reaproveitado na irrigação e usos não potáveis, com o excedente devolvendo-se ao ambiente.

Integração entre arquitetura e biodiversidade

O pavilhão situa-se sobre a área alagada, ampliando as oportunidades de observação. O porão abriga espécies resgatadas em diferentes estágios de metamorfose, conectando arquitetura e ecossistema.

O entorno recebeu aproximadamente 20 mil plantas, distribuídas em cerca de 150 espécies nativas. Árvores, arbustos e vegetação aquática aumentam a resiliência do parque.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais