Do que é preciso saber antes de pedir conselhos de saúde a um chatbot de IA, a reportagem reúne informações sobre o uso de assistentes virtuais nesse campo. A tecnologia pode esclarecer dúvidas sobre saúde, mas não substitui atendimento médico.
Em janeiro, a OpenAI lançou o ChatGPT Health, versão voltada para analisar registros médicos, dados de bem-estar e dispositivos vestíveis para responder a perguntas de saúde. Atualmente, existe uma lista de espera para o programa. A Anthropic oferece recursos semelhantes no Claude.
Ambas as empresas afirmam que esses programas não substituem atendimentos profissionais nem devem diagnosticar doenças. Eles podem resumir exames, explicar resultados, auxiliar na preparação de consultas e identificar tendências em prontuários e métricas de apps.
Potencial e limitações
Profissionais de saúde destacam que chatbots podem oferecer informações personalizadas, com mais especificidade que buscas na internet. Porém, as plataformas não são perfeitas e podem apresentar alucinações ou conselhos inadequados, requerendo uso responsável.
Especialistas também ressaltam que, em caso de sintomas preocupantes, o usuário deve buscar atendimento médico imediato. Dores no peito, falta de ar ou novas emergências exigem contato direto com serviços de saúde.
Privacidade e uso responsável
Entre os cuidados, está a privacidade. Compartilhar dados médicos com IA envolve regras diferentes das de um consultório tradicional. As empresas afirmam manter dados de saúde separados e não usar essas informações para treinar modelos, com opção de compartilhamento voluntário pelos usuários.
Alguns profissionais lembram que leis de privacidade variam e não protegem automaticamente informações fornecidas a chatbots. Pacientes devem entender os padrões de proteção aplicáveis antes de enviar prontuários ou dados sensíveis.
Eficiência da IA e próximos passos
Estudos independentes ainda estão em fase inicial. Pesquisas indicam que chatbots podem analisar exames complexos, mas podem falhar na interação com pessoas. Um estudo da Universidade de Oxford com 1,3 mil participantes mostrou que decisões não foram melhores ao usar IA para condições hipotéticas, diante de dificuldades de comunicação.
Especialistas apontam que a capacidade de fazer perguntas de acompanhamento pode aprimorar o uso da IA. A sugestão é consultar mais de uma ferramenta para obter uma segunda opinião e aumentar a confiança nas informações recebidas.
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