A dor abdominal após refeições, sobretudo com gordura, pode indicar pedra na vesícula. O sintoma é frequente, mas a doença pode evoluir para quadros graves se não houver tratamento. A informação vem do Dr. Iuri Tamasauskas, coordenador da Cirurgia Geral do Hospital Albert Sabin (HAS-SP).
Segundo o especialista, a pedra na vesícula costuma surgir de forma silenciosa e pode levar anos até aparecer de forma evidente. Quando ocorre, o desconforto costuma começar como dor em cólica, com sensação de empachamento e desconforto abdominal.
Sinais de alerta incluem náuseas e vômitos, sensação de estômago cheio e digestão lenta após gordura. O médico destaca a importância da avaliação precoce para evitar progressão da doença.
A crise da vesícula tende a piorar com o tempo. Adiar a consulta pode transformar um problema simples em emergência hospitalar, com risco de inflamação severa, conhecida como colecistite aguda.
Pontos adicionais apontados pelo especialista incluem o risco de a pedra obstruir os canais biliares, provocando pancreatite ou colangite, condições que demandam antibióticos fortes, internação e possível cirurgia de urgência.
A retirada da vesícula, ou colecistectomia, é o tratamento padrão para quem apresenta sintomas. Hoje a cirurgia pode ser minimamente invasiva, com boa segurança e bons resultados.
A recuperação costuma ser rápida, especialmente com a laparoscopia, que reduz dor e deixa cicatrizes mínimas. Em poucos dias, o retorno à rotina é plausível, seguindo orientações dietéticas iniciais.
O médico reforça a importância de não postergar o tratamento. Quanto mais cedo o procedimento, menor o risco de complicações e mais rápida é a recuperação.
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