O chocolate pode influenciar inflamação, glicose e humor, dependendo do tipo, da quantidade consumida e do padrão alimentar de cada pessoa. Especialistas destacam que nem todos os chocolates exercem os mesmos efeitos no organismo, especialmente na pele e no metabolismo.
A endocrinologista Aline Azevedo Benincasa Borges, do Hospital Paulistano, explica que o chocolate ao leite pode favorecer o surgimento de acne por aumentar processos inflamatórios, picos de glicose e o IGF-1, que atua como mediador do crescimento. Adolescentes podem ter efeito mais acentuado.
Ela ressalta que o chocolate não precisa ser eliminado, mas a escolha deve ser cuidadosa. Preferir versões com maior teor de cacau costuma trazer melhor perfil nutricional e menor impacto glicêmico, mantendo o consumo dentro de limites.
Tipos de chocolate e impacto
Chocolates ao leite, com menos cacau e mais açúcar, tendem a elevar a glicose de forma mais acentuada. Já os chocolates meio amargos e amargos apresentam mais flavonoides antioxidantes e menor resposta glicêmica, segundo a especialista.
A recomendação é buscar cacau acima de 70% e moderar as porções, entre 30 e 50 gramas diários ou distribuir pequenas porções ao longo da semana. O equilíbrio do consumo é ressaltado para quem tem diabetes.
Chocolate, diabetes e humor
Para pessoas com diabetes, o consumo pode ser planejado sem necessidade de proibição, desde que haja controle de porções e escolha adequada. O excesso de qualquer alimento costuma trazer impacto negativo, aponta a endocrinologista.
Além do aspecto metabólico, o chocolate também atua no humor. O doce estimula áreas de recompensa do cérebro pela liberação de dopamina. Edulcorantes com alto teor de açúcar tendem a reforçar esse efeito, mantendo o consumo aumentado em alguns casos.
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