O Dia Mundial da Hemofilia traz à tona questões sobre uma condição genética que afeta a coagulação do sangue. A hemofilia ocorre em cerca de 1 em cada 10 mil nascimentos, com destaque para o Brasil, lar da quarta maior população mundial de pacientes. Em 36,1% dos casos, a forma é grave.
A doença pode causar hemorragias persistentes que atingem articulações, músculos e outros órgãos, dificultando mobilidade e causando dor. Profissionais destacam a importância de diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento contínuo para reduzir sequelas.
A Dra. Priscilla Mattar, da Novo Nordisk, reforça que a hemofilia tem duas origens: congênita, ligada ao X, e adquirida, causada por processos autoimunes. O diagnóstico envolve exame de coagulação, e o tratamento consiste na reposição de fatores VIII ou IX.
Mitos e verdades sobre a hemofilia
1. A hemofilia é exclusivamente genética
Mito. Existem as formas congênita e adquirida. A congênita envolve fatores VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B) e pode ser leve, moderada ou grave. A adquirida é autoimune e pode ocorrer em qualquer idade, com maior frequência em idosos e no período gestacional.
2. Manchas roxas na pele são um sintoma
Verdade. Equimoses e petéquias podem aparecer, mas o sinal típico envolve sangramento nas articulações, com inchaço, dor e mobilidade reduzida. Ferimentos que demoram a cicatrizar também são comuns.
3. O diagnóstico é apenas clínico
Mito. A avaliação clínica é inicial, mas exames laboratoriais confirmam a doença, medindo os níveis dos fatores de coagulação.
4. A hemofilia não tem tratamento
Mito. A doença não tem cura, mas pode ser controlada com infusões de fatores deficientes (VIII ou IX). O tratamento pode ser profilático ou para episódios de sangramento, e é oferecido gratuitamente nos Centros de Tratamento de Hemofilia do Brasil.
5. Pacientes não podem praticar atividade física
Mito. Com tratamento adequado, exercícios leves são indicados para fortalecer músculos e articulações. A prática regular melhora bem-estar e controle da ansiedade, desde que haja orientação médica.
6. É possível ter qualidade de vida após o diagnóstico
Verdade. Com manejo adequado, pacientes podem levar uma vida ativa, incluindo esportes, desde que acompanhados por equipe médica e com tratamento contínuo.
Fonte: Dra. Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk, e especialistas ressaltam a importância de diagnóstico precoce, tratamento adequado e apoio contínuo para ampliar a qualidade de vida.
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