A austríaca Komet escolheu o Brasil para instalar o maior centro global de inovação em irrigação, com investimento de R$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento. A iniciativa visa expandir a atuação da empresa e dobrar a receita global nos próximos cinco anos.
No Brasil, o instituto investiga técnicas de irrigação de precisão que reduzam custos e aumentem a produtividade. Hoje o país tem cerca de 40 mil pivôs centrais instalados, com grande espaço para adotar tecnologias mais avançadas de aplicação de água.
A solução da Komet foca em transformar a irrigação em infraestrutura de produção, resistente a mudanças climáticas e menos dependente da chuva, mirando grande escalabilidade no agro nacional.
A tecnologia por trás
No centro está o aspersor acoplado a pivôs centrais, que distribui água em gotas que simulam chuva. O objetivo é acertar o tamanho das gotas para evitar evaporação ou compactação do solo.
A tecnologia da empresa busca otimizar o processo, aumentando a uniformidade de aplicação e reduzindo perdas por evaporação e deriva em relação a soluções convencionais. Resultados incluem economia de água e energia.
Sensores e modelos matemáticos alimentam sistemas com dados em tempo real, permitindo estimar evaporação durante a irrigação e indicar ajustes operacionais.
O hub de inovação no campo
O novo centro funciona como laboratório avançado com simulações de vento, sensores e coleta de dados. Produtores poderão acompanhar testes e acessar informações sobre o desempenho dos equipamentos.
A proposta é entregar insights que não existiam há décadas, ajudando o produtor a decidir sobre manutenção e substituição de componentes. O espaço deve atuar como hub aberto ao ecossistema do agro.
Para a Komet, o Brasil combina escala agrícola, clima tropical e potencial de expansão, além de permitir três safras por ano em condições ideais. A empresa vê o país como peça-chave para a segurança alimentar global.
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