Dor, cansaço e desconforto durante o ciclo podem indicar endometriose, afirmações de especialistas. Estima-se que a doença afete cerca de 190 milhões de mulheres no mundo, segundo a OMS. No Brasil, a incidência é de aproximadamente 10% entre as mulheres em idade fértil.
O atraso no diagnóstico é um desafio. Sintomas costumam ser confundidos com mal-estar do período, levando entre sete e 10 anos para a confirmação. A demora pode permitir a evolução da doença e danos a órgãos.
Principais sinais da endometriose
Entre os sinais que costumam ser normalizados, destacam-se:
- Cólicas incapacitantes que dificultam atividades diárias e não respondem a analgésicos comuns.
- Fluxo menstrual muito intenso, com trocas de absorventes a cada duas horas ou presença de grandes coágulos.
- Dor durante ou após relação sexual, decorrente de inflamação na pelve.
- Alterações intestinais ou urinárias durante o período menstrual, como dor ao evacuar, diarreia ou desconforto ao urinar.
- Cansaço excessivo que persiste mesmo com repouso.
- Dificuldade para engravidar, já que a endometriose é uma das causas relevantes de infertilidade.
Atenção aos sinais: o diagnóstico precoce é apontado como a melhor ferramenta para preservar a saúde e a reserva ovariana. A Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) aponta que parte das pacientes enfrenta infertilidade, reforçando a importância de investigação quando houver alterações no ciclo.
Tratamento é multidisciplinar e varia conforme o estágio. Mudanças no estilo de vida, dieta anti-inflamatória e, em alguns casos, cirurgias minimamente invasivas podem devolver a funcionalidade dos órgãos afetados, segundo o médico especialista.
Por fim, a recomendação é clara: quando o ciclo traz mais limitações que o habitual, buscar avaliação especializada e não tratar a dor como rotina. A notícia é baseada em diretrizes médicas e avaliações de profissionais da área.
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