Restos mortais de 27 fetos foram encontrados em sete tambores no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), unidade da Fiocruz na Zona Sul do Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu durante inspeção de fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) no dia 6 de abril. As informações estão reunidas em relatório encaminhado ao Ministério Público e à Defensoria da União.
Os fetos estavam identificados por data, com registros que vão de 21 de maio de 2010 a 22 de março de 2026. As peças variavam em peso entre 508 gramas e 3,47 quilos. A identificação por data sugere um acervo de restos mortais sem histórico claro de destino.
O IFF, fundado em 1924, tem autorização do Ministério da Saúde para realizar abortos nos casos previstos pela legislação ou pela Justiça. Segundo o instituto, a permanência dos restos mortais nos tambores decorre de entraves na definição de responsabilidade pelo sepultamento, bem como da ausência de reclamação por parte dos responsáveis. A instituição afirmou que a documentação teve início recentemente e que não há irregularidade aparente, mas que autoridades analisam eventuais falhas.
Contexto institucional
- Elemento: o IFF alega ausência de fluxo institucional formal para o sepultamento de fetos não reclamados.
- Elemento: a responsabilidade pela orientação e pelo encaminhamento tem sido, segundo o instituto, utilizada pela própria unidade em prática eventual, diante da falta de reclamação e de opções de sepultamento gratuito.
- Elemento: equipes de fiscalização e as autoridades analisam se houve falha institucional, com base nos dados recebidos pelo Cremerj.
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