O calor extremo ameaça a produção global de alimentos, segundo um relatório conjunto da FAO e da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento alerta que ondas de calor tornaram-se mais frequentes, intensas e longas, prejudicando colheitas, pesca, pecuária e florestas.
A análise aponta que mais de 1 bilhão de pessoas podem ter subsistência e saúde impactadas. Agricultores, pescadores e silvicultores enfrentam mudanças na disponibilidade de plantas, animais e trabalho devido às temperaturas elevadas.
Aquecimento global acelera esse cenário. Dados recentes indicam 2025 entre os três anos mais quentes já registrados, com extremos climáticos mais severos ao redor do planeta.
Aumento das temperaturas reduz a margem de segurança para culturas, animais e pessoas. Quando os Celsius ultrapassam 30, cai a produtividade das principais culturas, segundo o relatório.
Impacto setorial e regional fica evidente. No Marrocos, seis anos de seca seguidos de calor intenso reduziram a produção de cereais em mais de 40% e afetaram oliveiras e citrinos, aponta a FAO.
As ondas de calor marinhas também são um fator de risco. Em 2024, 91% dos oceanos do mundo enfrentaram pelo menos uma dessas ondas, elevando o risco de oxigênio dissolvido e de estoques de peixe.
O relatório reforça que respostas fragmentadas não bastam. É necessária governança melhor de riscos, sistemas de alerta precoce e ações para orientar agricultores a plantar, escolher culturas e planejar safras.
Além disso, a adaptação sozinha não basta. A solução duradoura passa por ações ambiciosas e coordenadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e conter a mudança climática.
Para a FAO, o papel das informações é crucial: disponibilizar dados em mãos dos agricultores pode melhorar decisões de plantio, cultivo e colheita, mitigando impactos imediatos.
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