Foi publicado na revista Neurology, da Associação Americana de Neurologia (AAN), um estudo que analisa dietas à base de plantas e o risco de demência. A pesquisa acompanhou 92.849 participantes com média de idade de 59 anos, e um subgrupo de 45.065 pessoas que mudou seus hábitos alimentares ao longo de 10 anos.
Foram avaliadas três variações de dieta vegetal: prioritária sem considerar qualidade, saudável — com grãos integrais, óleos vegetais, oleaginosas, frutas e verduras — e não saudável, incluindo ultraprocessados, alto teor de gordura, sódio e açúcares. O acompanhamento revelou diferenças no risco de demência entre os grupos.
A turma como um todo que seguiu uma dieta vegetal, com maior foco em alimentos saudáveis, teve risco de demência 12% menor. Entre os que adotaram a dieta saudável na prática, a redução foi de 7%. Já o grupo não saudável apresentou aumento de 6% no risco.
Mudanças após dez anos
Entre as 45.065 pessoas que relataram a dieta no início e após a década, quem elevou a qualidade alimentar reduziu o risco em 11%. Em contraste, quem passou a consumir ultraprocessados apresentou aumento de 25% no risco de demência.
Segundo as pesquisadoras, adotar uma dieta à base de plantas, mesmo em idade avançada, está associada a menor probabilidade de Alzheimer e de outras demências. A principal limitação envolve o uso de questionários alimentares, que podem não captar todas as refeições com precisão.
A conclusão não implica que exista idade improrrogável para mudanças no cardápio: hábitos alimentares mais saudáveis podem influenciar o risco de demência ao longo do tempo. As informações destacam a relação entre dieta vegetal de qualidade e saúde cognitiva.
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