A forma de ingerir maçã pode influenciar a saúde do coração, segundo estudo publicado na Frontiers in Nutrition. Conduzido por Chuang Sun em 2025, acompanhou 2.368 adultos hipertensos por mais de uma década. O objetivo foi observar impactos na mortalidade.
Entre os achados, consumir maçã inteira de 3 a 6 vezes por semana reduziu o risco de morte por todas as causas em 48%, mesmo após ajustes por idade, comorbidades e estilo de vida.
Resultados-chave para o que comer
Além da maçã inteira, o estudo avaliou suco de maçã e purê. Após ajustes estatísticos, essas formas não mostraram associação significativa com redução de mortalidade, com tendência de aumento em alguns casos, sem confirmação estatística.
A explicação está na composição: maçã com casca oferece fibras, polifenóis antioxidantes e vitamina C, que favorecem a função vascular e reduzem inflamação. Processamento remove casca, reduz fibras e pode oxidar nutrientes.
Implicações práticas
Para hipertensos, a recomendação prática envolve priorizar maçã inteira em vez de versões processadas. O intervalo de consumo considerado benéfico é de 3 a 6 porções por semana, sem benefício adicional observado fora desse intervalo.
O estudo reforça que o processamento de alimentos pode alterar seus efeitos no organismo. Assim, escolher a fruta na forma natural contribui para a proteção cardiovascular sem exigir mudanças complexas na dieta.
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