O texto desmonta o mito de que olhar para o sol causa terçol. O terçol é uma inflamação na pálpebra, geralmente causada por infecção bacteriana nas glândulas próximas aos cílios, não pela exposição direta à luz solar.
O quadro surge como inchaço avermelhado, doloroso, parecido com uma espinha. Lacrimejamento, sensibilidade à luz e sensação de areia podem acompanhar. O problema é benigno e costuma se resolver sozinho.
A maioria dos casos está ligada a bactérias da pele. Quando há obstrução das glândulas da pálpebra, esses microrganismos se multiplicam e geram inflamação. Higiene ocular inadequada e levar as mãos aos olhos favorecem o surgimento.
Entre os sintomas comuns estão dor local, vermelhidão, inchaço e um ponto com pus. Em alguns casos, observa-se leve inchaço ao redor do olho. Embora incomode, o terçol raramente compromete a visão.
O tratamento é simples e pode ocorrer em casa. Compressas mornas sobre a região aliviam a dor e ajudam na drenagem. Evitar espremer o local é essencial para não piorar a inflamação ou espalhar a infecção.
Cuidados diários ajudam na prevenção: mãos limpas, não compartilhar maquiagem e higiene adequada dos olhos. Quem usa lentes de contato precisa redobrar a atenção com limpeza e armazenamento corretos.
O terçol pode ocorrer em qualquer idade, mas pessoas com baixa imunidade, blefarite ou pele oleosa têm maior propensão. Em geral, desaparece em poucos dias; persistence ou recorrência requer avaliação médica.
Atenção aos riscos oftalmológicos
O olhar direto para o sol pode causar dano à retina, responsável pela formação das imagens. A queimadura solar na retina, conhecida como retinopatia solar, pode provocar visão embaçada, manchas e, em casos graves, perda permanente. Chapéus e proteção adequada ajudam a reduzir a incidência de luz direta nos olhos.
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