O descolamento de retina é uma condição rara, porém grave. Se não detectado e tratado rapidamente, pode levar à perda irreversível da visão. Grupos de maior risco incluem pessoas com miopia, diabetes, histórico de trauma ocular e quem já fez cirurgia de catarata.
A retina, responsável pela visão, pode ser afetada sem sinalização de olho vermelho ou dor. Os sintomas são puramente visuais e costumam ser percebidos como moscas volantes, flashes de luz ou sombra em um dos olhos.
Pode haver rasgo inicial na retina, muitas vezes tratável com laser se identificado a tempo. O descolamento, quando ocorre, exige cirurgia. A gravidade depende do estágio e da área atingida.
Sinais de alerta e diagnóstico
O tempo é o principal fator de influência. Retinal detachment compromete o suprimento de oxigênio às células da retina, aumentando o risco de morte celular se retardado o tratamento. Cirurgias podem ser mais bem-sucedidas quando a mácula está preservada.
O quadro geralmente surge com moscas volantes em maior número, flashes de luz ou sensação de sombra. O exame envolve dilatação da pupila para avaliação completa da retina, incluindo regiões periféricas onde as lesões costumam iniciar.
Se houver apenas um rasgo, o laser costuma resolver rapidamente. Caso haja descolamento, a intervenção rápida é necessária para evitar danos permanentes à visão.
Tratamento e tempo
A abordagem varia conforme o estágio. Rasgos isolados podem exigir apenas laser. Descolamento com início de separação da retina demanda cirurgia urgente, especialmente quando a mácula ainda está preservada.
Mesmo com cirurgia bem-sucedida, a recuperação da visão depende do tempo de início do tratamento. A demora pode comprometer gravemente o resultado visual final. Por isso, a orientação é procurar oftalmologista ao primeiro sinal.
É comum falhar o tratamento por dificuldade de acesso ou lentidão no sistema de saúde. Descolamento de retina não admite atraso: diagnóstico e intervenção devem ser imediatos para preservar a visão.
Rubens Belfort Neto é oftalmologista pelo Hospital das Clínicas da USP e especialista em oncologia ocular.
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