O UK Biobank informou que um incidente envolveu dados de saúde de 500 mil participantes. Os dados, que eram de identificação anonimada, chegaram a ser listados para venda em um site na China por meio da plataforma Alibaba, na semana passada. A prisão de dados ocorreu com a cooperação do governo.
A instituição atribuiu o ocorrido a alguns indivíduos considerados mal-intencionados. Sir Rory Collins, diretor da Biobank, afirmou que poucas pessoas causaram o problema e que as informações foram retiradas rapidamente antes que qualquer venda fosse efetivada. As instituições acadêmicas envolvidas tiveram acesso suspenso temporariamente.
O incidente ocorreu em meio a ampla coleta de dados de voluntários ao longo de duas décadas, reunindo informações como sequências de DNA, imagens de corpo inteiro e prontuários médicos. O Ministério da Tecnologia informou que os dados não continham nomes, endereços ou contatos, mas poderiam incluir gênero, data de nascimento, status socioeconômico e hábitos de vida.
O comitê de proteção de dados do UK Biobank informou que está acompanhando o caso junto às autoridades. A ICO confirmou ter sido acionada e abriu apuração. Especialistas legais destacam a necessidade de confirmar se os dados continuam desidentificados segundo a lei britânica.
Para evitar novas ocorrências, o UK Biobank anunciou uma investigação abrangente conduzida pelo conselho, com reforço de controles de acesso à plataforma de pesquisa online. A instituição defende que a disponibilidade de dados para a descoberta científica precisa ser balanceada com medidas de segurança.
Sir Rory enfatizou que avanços na prevenção e tratamento de doenças como demência dependem do acesso aos dados, desde que haja salvaguardas adequadas. A Biobank reiterou compromisso com a transparência e a melhoria contínua de seus mecanismos de proteção.
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