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OpenAI, Anthropic e Google discutem órgão para testar IA antes do público

Proposta prevê entidade independente para avaliar sistemas avançados, mas enfrenta críticas sobre quem definirá as regras.

Foto dos logos da Open AI, Anthropic e Google ligadas a uma lupa com simbolo de IA dentro de um chip
Grandes empresas do ramo de IA discutem órgão para testar modelos (Créditos: Imagem gerada por IA)

A OpenAI, a Anthropic e o Google discutem a criação de uma entidade independente para definir padrões e testar sistemas avançados de inteligência artificial antes que cheguem ao público. A proposta surge em meio à pressão por controles mais rígidos diante dos riscos associados à tecnologia.

A OpenAI informou que trabalha com a Anthropic e o Google em uma iniciativa baseada em uma ideia de Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind. O modelo seria semelhante ao da Autoridade Reguladora do Setor Financeiro dos Estados Unidos, responsável por supervisionar corretoras e empresas de investimento.

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Em julho, Hassabis defendeu a criação, nos Estados Unidos, de uma organização voltada a testar os sistemas de IA mais poderosos antes de seu lançamento ao público.

“O financiamento precisaria ser substancial e provavelmente viria, em sua maior parte, da indústria, para atrair talentos técnicos de nível mundial e fornecer os recursos computacionais necessários para testes em larga escala”, escreveu Hassabis.

Debate sobre as regras de segurança da IA

Recentemente, o CEO da empresa canadense de inteligência artificial Cohere acusou os principais laboratórios dos Estados Unidos de formar um “cartel” sob o argumento de promover segurança.

“A IA precisa de salvaguardas. Essa não é, e nunca foi, a disputa. A divergência é sobre quem escreve essas regras, quem pode participar e quais interesses elas protegem”, escreveu Aiden Gomez, cofundador e CEO da Cohere, em publicação no domingo.

As preocupações com a segurança da IA aumentaram nas últimas semanas, com alertas de dois profissionais que deixaram grandes empresas do setor por temerem os riscos da tecnologia.

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Na semana passada, Jacob Coxon deixou a Anthropic e afirmou que as empresas de IA estavam “apostando com nossas vidas”. Antes, ele também trabalhou na OpenAI.

Na segunda-feira, o ex-pesquisador do Google DeepMind Bilal Chughtai reforçou os alertas feitos por Coxon e outros especialistas.

“Acredito sinceramente que a IA tem potencial para nos matar a todos e que talvez estejamos ficando sem tempo para evitar esse desfecho”, escreveu Chughtai nas redes sociais.

Líderes divergem sobre os riscos da tecnologia

No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. A posição recebeu apoio do CEO da OpenAI, Sam Altman, de Elon Musk e de Hassabis.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porém, classificou os alertas sobre os riscos da IA como “boatos”.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, também contestou as previsões mais alarmistas.

“A combinação dessas palavras com essa previsão é alarmante e preocupante, e isso não deveria ser feito. É irresponsável”, afirmou Huang na segunda-feira, durante uma conferência em Los Angeles, onde Trump ligou para ele enquanto estava no palco.

Segundo Huang, a avaliação de que a IA pode destruir a humanidade “não tem base científica”.

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