A suspeita de envenenamento envolve 18 lobos encontrados mortos em um parque nacional que abrange três regiões da Itália central. Os animais morreram em poucos dias, após o surgimento de carcaças ao longo da região.
Mais oito lobos foram encontrados nos últimos dias, elevando o total para 18. As localizações ficam no Abruzzo, Lazio e Molise National Park, onde as patrouilhas foram intensificadas.
A administração do parque informou que foram localizados indícios de iscas supostamente envenenadas em área onde já havia ocorrido a morte de cinco lobos. As mortes recentes despertaram forte suspeita de novos envenenamentos.
Resultados das investigações e cooperação
O parque trabalha para confirmar as causas das mortes e colabora com os promotores locais. Testes realizados pelo IZS, instituto de pesquisa de saúde animal, sustentam a suspeita de envenenamento.
Treze lobos mortos foram encaminhados ao IZS em Teramo, que detectou a presença de pesticidas agrícolas usados em iscas para animais. Outras amostras seguem em análise.
O ministro da Ambiente, Gilberto Pichetto Fratin, condenou os crimes como horríveis e graves, destacando a proteção aos lobos como essencial ao equilíbrio ecológico. O episódio elevou o debate público sobre conservação.
O Instituto Superior de Proteção Ambiental Italiano (Ispra) alertou que o envenenamento pode comprometer avanços em proteção animal e conservação. A prática representa risco a outras espécies e à segurança pública.
Contexto e dados recentes
Os lobos têm registrado crescimento populacional na Europa, com a UE indicando incremento de 35% entre 2016 e 2023, concentrado na Europa Central e áreas alpinas. Na Itália, o censo 2020-21 estimou cerca de 3.300 lobos, segundo o Ispra.
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