O New Routemaster, ônibus de dois andares lançado em Londres em 2012, tornou-se marco tecnológico ao combinar o design clássico com propulsion híbrido e emissão zero. A frota, composta por 1.000 unidades, mira reduzir poluição sonora e gases nos corredores urbanos da capital britânica.
Desenhado pelo estúdio Thomas Heatherwick, o modelo resgata a silhueta histórica com uma plataforma traseira de embarque, mas troca o metal pesado por vidros curvos e polímeros avançados, reduzindo peso e aumentando a iluminação interna.
Inovações ambientais
O destaque fica para o coração diesel-elétrico do veículo, que opera 100% no modo elétrico durante paradas e marcha lenta, minimizando ruído e emissões. A tecnologia permite menor impacto ambiental em vias estreitas de Londres.
Comparativo entre os modelos aponta que o New Routemaster híbrido reduz em até 50% as emissões de CO2 em relação aos ônibus a diesel da década de 2000, além de piso baixo total e três portas automáticas de embarque.
Acessibilidade e segurança
O biarticulado apresenta rampas automáticas que facilitam o acesso de cadeiras de rodas e carrinhos. O veículo mantém a porta traseira fechada em movimento, operada pelo motorista, por questões de segurança viária e custo operacional.
A configuração de portas e a presença de três pontos de entrada visam melhorar o fluxo de passageiros, especialmente em horários de pico, sem comprometer a operação nas vias centrais.
Especificações técnicas
O ônibus tem 11,2 metros de comprimento e direção assistida para manobras em vias estreitas. A climatização interna foi concebida para manter o interior confortável mesmo em altas temperaturas.
A frota conta com 1.000 unidades fabricadas pela Wrightbus, com capacidade total de 87 passageiros (62 sentados e 25 em pé). A propulsão combina motor gerador a diesel com baterias elétricas centrais.
Desempenho e impacto urbano
Desde a implantação, a nova geração do Routemaster tornou-se símbolo de modernização no transporte público londrino, associando estética de design a eficiência operacional. O modelo consolidou a ideia de que tradição e tecnologia podem coexistir na mobilidade urbana.
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