Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Minas Gerais lidera mortes por animais peçonhentos; saiba como se proteger

Minas Gerais lidera mortes por animais peçonhentos no Brasil; quase sessenta mil casos em dois mil e vinte e cinco, com crianças da Grande BH entre as vítimas graves de escorpiões

Escorpiões são os grandes vilões das estatísticas, sendo responsáveis por 55,8% de todos os acidentes no território nacional
0:00
Carregando...
0:00

Minas Gerais lidera o ranking nacional de acidentes com animais peçonhentos, registrando o maior número de ocorrências no Brasil entre 2010 e 2024, totalizando 592.103 registros. Em 2025, o estado já soma quase 60 mil casos envolvendo escorpiões, serpentes, aranhas e outros animais.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, crianças entre 1 e 9 anos figuram entre as principais vítimas de casos graves envolvendo escorpiões. O dado aponta vulnerabilidade acentuada na faixa etária mais jovem. O panorama nacional acompanha a alta de incidência de acidentes no Brasil.

O Ministério da Saúde indica aumento de 146,8% na taxa de incidência de acidentes com animais peçonhentos ao longo de 15 anos, com mais de 3,3 milhões de registros. Escorpiões respondem por a maioria dos casos no território nacional.

Escorpiões dominam, serpentes assustam

Entre os animais, os escorpiões são responsáveis por 55,8% dos acidentes no país. Em Minas, o escorpião-amarelo Tityus serrulatus é o mais comum e se adapta bem ao ambiente urbano, elevando a frequência de ocorrências. Biólogo da Funed explica a predominância do escorpião no estado.

Mesmo com maior incidência de escorpiões, as serpentes aparecem como as mais letais. Das 4.223 mortes por animais peçonhentos registradas no país no período, 42,8% ocorreram por cobras. Minas Gerais concentra o maior número absoluto de óbitos do Brasil, com 559 mortes.

Desigualdade empurra o risco

Dados do Ministério da Saúde apontam que fatores socioeconômicos elevam o risco. Municípios com Índice Brasileiro de Privação muito alto apresentam maiores taxas de incidência e mortalidade. A pobreza e a falta de saneamento ajudam a proliferação de animais peçonhentos.

Vulnerabilidade acentuada entre povos indígenas. A taxa de mortalidade nesse grupo é de 1,43 por 100 mil habitantes, bem superior aos 0,10 da população branca. Idosos e homens são os mais impactados, com maior mortalidade padronizada e 76,2% das vítimas fatais entre trabalhadores rurais.

O que fazer em caso de acidente

O atendimento rápido é essencial para evitar mortes e sequelas. Lavar o local com água e sabão, buscar atendimento imediato em hospital de referência e evitar torniquetes ou cortes são orientações-chave. Se possível, fotografar o animal facilita a identificação do soro correto.

O soro antiveneno é o principal fator determinante para reduzir mortes. O Brasil possui cerca de 2.223 pontos estratégicos de antivenenos distribuídos em 1.997 municípios. O Ministério da Saúde prepara um miniaplicativo no Meu SUS Digital para indicar locais e oferecer orientações de primeiros socorros.

Além disso, plataformas como SoroJá ajudam no mapeamento de unidades com o soro específico para cada animal. Medidas preventivas em casa incluem mantê-la limpa, evitar lixo acumulado e vedar frestas, ralos e buracos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais