Após emitir alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação direcionada a torcedores que viajarão para os Estados Unidos, Canadá e México para a Copa do Mundo. A iniciativa começou nesta quarta-feira, 29, com Raí recebendo a dose das mãos do ministro Alexandre Padilha.
A ação foi anunciada na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro, e visa atualizar a carteira vacinal de quem seguirá para os países-sede. A estratégia busca reduzir a transmissão, já que o sarampo é altamente contagioso entre não vacinados e pode voltar a circular no Brasil.
Entre os dados apresentados pelo ministério, os EUA, Canadá e México concentram grande parte dos casos de sarampo na região, com milhares de registros recentes. O Brasil ainda mantém status de país livre da circulação, mas acompanha aumento de casos nos países vizinhos.
Casos importados e monitoramento
Nesta terça-feira, 28, a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo confirmou o segundo episódio importado de sarampo neste ano. O paciente é um homem de 42 anos, morador da Guatemala, com histórico de vacinação.
A Organização Pan-Americana da Saúde alerta que o vírus pode se espalhar rapidamente, especialmente entre pessoas sem imunização. Em 2025, os três países-sede somaram milhares de casos, contribuindo para quedas no certificado de eliminação da doença na região.
Orientações de vacinação
A vacinação contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS. Crianças de 6 a 11 meses recebem dose zero em situações de risco, sem substituir o calendário. A partir de 12 meses, D1 com tríplice viral e D2 aos 15 meses com vacina tetraviral.
Para adultos, a recomendação varia por faixa etária. Pessoas de 5 a 29 anos devem iniciar ou completar o esquema de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Acima de 30 anos, deve-se aplicar uma dose se não houver comprovação prévia.
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