Estocolmo abriga o Andon Café, uma cafeteria gerida por uma inteligência artificial. Gerenteada pela IA Mona, baseada no Google Gemini, a casa oferece torradas de abacate e cafés latte, operando em um modelo experimental desde a última semana. O objetivo é testar a viabilidade de IA na gestão de serviço e no mercado de trabalho.
A equipe do Andon Labs, startup de San Francisco, explica que Mona define cardápio, fornecedores e compras, além de supervisionar o atendimento. Um funcionário humano, Kajetan Grzelczak, atua no balcão, enquanto a IA administra operações e finanças em tempo real por meio de uma tela de faturamento. A experiência busca mapear questões éticas associadas à automação.
Como funciona na prática
Mona enviou o contrato ao assistente Gemini para gerir a cafeteria de forma rentável e alocar orçamento inicial. A IA chegou a contratar dois funcionários humanos após elaborar o cardápio, publicar vagas e conduzir entrevistas. Kajetan relata que o processo começou como uma brincadeira, já que a vaga foi publicada em 1º de abril.
A posição de Kajetan envolve tarefas diárias como preparo de bebidas, sob supervisão da IA. Ele afirma que o salário é bom, mas aponta que não há direito à desconexão, com mensagens da IA chegando a qualquer hora. Questionamentos sobre benefícios e remuneração ética também emergem no debate interno.
Desafios e repercussão
A cafeteria recebe entre 50 e 80 clientes por dia e já atrai curiosos. Estudiosos da área de IA, como Urja Risal, observam os impactos da automação no trabalho humano e discutem como reagir a incidentes em que alguém se machuque. A iniciativa busca identificar riscos reais e orientar futuros usos de IA no ambiente de trabalho.
A equipe técnica da Andon Labs reforça a intenção de compreender impactos sociais da IA antes da adoção ampla. Hanna Petersson ressalta que o objetivo é explorar questões éticas e operacionais ao colocar uma IA no papel de chefe, avaliando salários, benefícios e vínculos trabalhistas.
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