O inchaço nas pernas pode sinalizar falha dos rins em filtrar o sangue, levando ao acúmulo de água e sódio no corpo. Embora associado ao cansaço, não é a única causa. Quando o edema aparece ao acordar ou se agrava ao longo do dia, é essencial investigar a função renal.
O edema de origem renal costuma ser mole e depressível ao toque, chamado clinicamente de cacifo. Em três condições clínicas principais — síndrome nefrótica, síndrome nefrítica e doença renal crônica avançada — o quadro pode se manifestar com edema volumoso, exigindo avaliação médica para definir o tratamento adequado.
Segundo o nefrologista Lúcio Maurício Isoni, o diagnóstico depende dos padrões de edema. A presença de edema facial pela manhã, ou edema nos tornozelos ao fim do dia, ajuda a distinguir entre causas. A pressão alta e sangue na urina acompanham a síndrome nefrítica; já a elevação da creatinina e redução do volume urinário sugerem doença renal crônica.
Para orientar o tratamento, o médico ressalta que diuréticos podem ser eficazes em edema nefrítico e na doença renal crônica. Em quadros de síndrome nefrótica com hipovolemia, no entanto, diurese agressiva pode piorar a condição. A avaliação médica é indispensável para confirmar a origem do edema.
A investigação envolve exames laboratoriais como ureia, creatinina, proteinograma, pro-BNP e sorologias virais. Em alguns casos, exames de imagem ajudam a identificar complicações como congestão pulmonar ou derrame pleural, indicativos de retenção de líquido.
Quando o edema é volumoso ou persistente, é fundamental buscar avaliação clínica. O diagnóstico preciso orienta a estratégia terapêutica e evita tratamentos inadequados, mantendo o foco na função renal e no bem-estar do paciente.
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