O Ministério da Saúde informou que a temporada de influenza chegou mais cedo ao Brasil em 2026, atingindo maior intensidade. Até 17 de abril, foram registrados 4.181 casos de SRAG associada ao vírus influenza, com 259 mortes. O cenário supera o registrado no mesmo período de 2025.
A Fiocruz alerta que a alta deve se manter em 14 das 27 unidades federativas, segundo monitoramento inicial. A detecção regional de casos e a predominância da cepa A(H3N2) contribuem para a avaliação. A OPAS também sinalizou possibilidade de início precoce da temporada.
A gripe é tema de preocupação global. A OMS estima cerca de 500 milhões de casos anuais de influenza sazonal, com 3 a 5 milhões de casos graves. Crianças, idosos, gestantes e imunocomprometidos são os grupos mais vulneráveis.
Vacina: eficácia e público-alvo
Estudos indicam que a vacinação reduz internações, mortalidade e uso de UTI. Uma metanálise de 165 estudos, publicada em 2025, aponta queda de 42% em hospitalizações e 36% em mortes. O levantamento envolveu mais de 7.700 publicações.
O PNI disponibiliza a vacina contra gripe o ano inteiro para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas a partir de 60 anos. Nas campanhas, outros grupos prioritários também são incluídos conforme calendário.
Mitos e circulação de informações
Apesar da ampla oferta, a adesão ainda é baixa em várias regiões. Em 2025, a cobertura foi de 41,1% na Região Norte e 54,15% nas demais regiões, com meta de 90%. Fatores como acesso, horários, orientação profissional e desinformação influenciam.
Entre os mitos comuns, está a ideia de que a vacina causa gripe; vacinas contra influenza usam vírus inativados. A eficácia varia conforme o ano, mas há evidência de redução de mortes e hospitalizações. Estudos indicam proteção contra subclado K, mesmo sem ele na fórmula.
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