Dados de saúde ganham espaço no mercado, impulsionados por dispositivos como smartwatches e smartphones. Transformam informações em ativos valiosos para prever riscos e comportamentos, especialmente para seguradoras e planos de saúde.
Além de dados clínicos, os dados comportamentais — sono, batimentos, pesquisas na internet — também são capturados. Podem ajudar em diagnósticos, mas ampliam a preocupação com uso pouco transparente e possível discriminação.
O aumento da coleta eleva riscos de vazamentos e erros de gestão. A falta de transparência pode resultar em preços diferenciados ou negativa de cobertura, impactando usuários.
Desafios e impactos
Ataques cibernéticos expõem dados de saúde com frequência, já que não são simples de substituir como senhas. Vazamentos, inclusive durante a pandemia no Brasil, revelaram informações de milhões de pessoas.
Sobre proteção de dados, surge a ideia de soberania: o indivíduo controla suas próprias informações. Países como a Estônia já adotam modelos semelhantes, influenciando debates no Brasil.
Caminhos e modelos em discussão
A RNDS brasileira avança como tentativa de centralizar dados, mas ainda enfrenta desafios de segurança e governança. Demanda maior transparência sobre usos, acessos e finalidades das informações.
Especialistas apontam a necessidade de padrões robustos de consentimento, auditorias independentes e governança de dados para reduzir abusos e discriminação sem frear avanços tecnológicos.
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