A dermatite atópica piora com o frio e o tempo seco, segundo especialistas. Crianças e adultos vivem crises com o início do outono e do inverno, quando a pele fica mais vulnerável. Não é contagiosa, mas exige avaliação médica para manejo adequado.
O dermatologista Dr. Gustavo Novaes explica que a doença é inflamatória crônica, multifatorial e requer diagnóstico individualizado. Automedicação pode piorar a barreira cutânea e mascarar infecções associadas, elevando riscos.
A dermatite atópica é uma condição imunológica que afeta a pele. Gatilhos comuns incluem pele seca, irritantes, alérgenos, calor, estresse e infecções. Esses fatores desencadeiam inflamação, coceira intensa e vermelhidão.
No outono e inverno, a combinação de ar frio e baixa umidade reduz a hidratação natural. Ventos, aquecedores e banhos quentes também agravam a barreira cutânea, tornando a pele mais sensível a irritantes.
Entre os principais sinais estão coceira intensa e lesões na pele. Em bebês, aparecem principalmente no rosto e em dobras; em adolescentes e adultos, nas dobras do corpo. Casos graves podem incluir fissuras, inchaço e infecções.
A doença é crônica e, embora não tenha cura, pode ser controlada. Tratamentos modernos incluem imunomoduladores tópicos, biológicos em quadros graves e apoio psicológico para reduzir o estresse que agrava as crises.
Medidas simples ajudam a prevenir sintomas: banhos mornos e rápidos, hidratação imediata após o banho, roupas de algodão e pele, e manejo do estresse com atividades físicas ou técnicas de relaxamento.
O que evitar também é essencial: banhos muito quentes, esfregar a pele com força, tecidos irritantes como lã e sintéticos, e automedicação. Em caso de irritação persistente, procure atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados.
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