Motociclistas responderam por 45% das mortes no trânsito no estado de São Paulo no primeiro trimestre de 2026, de acordo com o Infosiga, sistema do Detran-SP. O dado dialoga com a campanha Maio Amarelo de 2026, que alerta para melhoria em infraestrutura e planejamento.
O estudo aponta que as vias urbanas concentraram 55,6% das fatalidades no triênio. Em centro urbano, o uso da motocicleta ganhou espaço nos deslocamentos diários e na entrega de serviços, acentuando o risco em pontos de convivência entre modais.
A ligação entre infraestrutura precária e vulnerabilidade dos motociclistas é enfatizada por especialistas. Pavimento irregular e sinalização insuficiente são citados como problemas recorrentes que agravam o risco de colisões.
Papel da engenharia de tráfego e políticas de mobilidade
A cerimônia de abertura da campanha destacou a importância da engenharia de tráfego para reduzir ocorrências. Segurança envolve planejamento que proteja pedestres, ciclistas e motoristas, com foco em mudanças estruturais.
Segundo o CEO do ONSV, a defesa metálica de bordas viárias pode proteger automóveis, mas expõe motociclistas. A avaliação aponta necessidade de infraestrutura mais inclusiva para todos os modos de transporte.
Perfil das vítimas e tendências
Entre as vítimas, 86% eram homens; a faixa de 18 a 24 anos liderou as ocorrências. Dentro desse grupo, 40% estavam usando moto quando sofreram o acidente. Esses números reforçam o perfil predominante de jovens homens no início da fase adulta.
A notícia também aponta que, apesar da concentração de mortes entre motociclistas, o total de óbitos no trânsito paulista caiu 7,6% no 1T/2026 ante o 1T/2025. O estado mantém o Plano de Segurança Viária 2025-2035.
Isabela Carcinoni sinaliza cautela na avaliação dos resultados. Variações de curto prazo podem ser influenciadas por volume de tráfego ou condições econômicas, sem reduzir a gravidade dos números.
Cenário e perspectivas
O estado de São Paulo instituiu o Plano de Segurança Viária para 2025-2035, buscando reduzir fatalidades em 50%. Mesmo com a queda no 1T/2026, autoridades ressaltam que o objetivo exige ações consistentes de mobilidade e engenharia urbana.
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