A empresa americana Juvare estreia no Brasil com uma plataforma de IA para gestão de emergências, prometendo resposta até 95% mais rápida em desastres. A parceria inicial é com a consultoria brasileira Codex, para adaptar o sistema ao contexto nacional.
A solução funciona como centro de comando virtual, reunindo ocorrências, recursos, equipes e áreas afetadas em tempo real. No Brasil, a implementação será conduzida pela Codex, com traduções, ajustes contratuais e adequação às estruturas públicas locais.
A novidade chega após a empresa ter utilizado a ferramenta nos Estados Unidos e no Canadá para coordenar respostas a desastres. Nos EUA, a plataforma reduz o tempo de resposta para cerca de 30 segundos em crises, substituindo parte do trabalho de equipes dedicadas.
Como funciona a tecnologia
A plataforma consolida mapas, rotas logísticas, inventários e registros operacionais, oferecendo visão compartilhada entre Defesa Civil, forças de segurança, hospitais e autoridades locais. Além disso, facilita a documentação de danos e a geração de relatórios para pedidos de recursos.
Antes dos desastres, o sistema elabora planos de contingência e protocolos de resposta. Durante a crise, atualizações em tempo real ajudam a orientar decisões e ações no campo.
Contexto brasileiro e objetivos
No Brasil, o desafio é coordenar entre estados e municípios com capacidades técnicas e orçamentos variados. A Codex adapta o sistema ao marco institucional brasileiro, incluindo termos de uso e regulamentação locais. O acesso ao JAI, assistente de IA da Juvare, oferece síntese de informações e apoio à decisão.
Os primeiros projetos visam governos estaduais, com desejo de criar modelos replicáveis para outras regiões. Especialistas destacam que a tecnologia não substitui a adaptação climática, mas pode tornar a resposta muito mais coordenada. Em um país com mais de 1.200 emergências anuais, a diferença pode salvar vidas.
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