Andreia Regina Liborio Fascina, 39, viveu uma trajetória médica marcada por cirurgias cardíacas do filho Miguel, que aos seis meses recebeu o diagnóstico de uma condição rara: Síndrome de Marfan. O relato é baseado em entrevista à Crescer.
Miguel nasceu em São Paulo, com uma cardiopatia grave. Logo após o parto, recebeu atendimento na UTI e precisou de cirurgia para corrigir a Tetralogia de Fallot, com duração prevista entre seis e oito horas, seguido de um desafiador pós-operatório.
Ao longo de seis anos, a família acompanhou avanços de Miguel até um novo alerta: aneurisma da aorta ascendente. A cirurgia durou cerca de 12 horas e o temor de óbito voltou a surgir, mas o jovem se recuperou.
A confirmação da Síndrome de Marfan ocorreu em 2023, após sinais repetidos de problemas musculoesqueléticos, visão e crescimento anormal. A descoberta permitiu entender as múltiplas intercorrências cardíacas e ortopédicas que Miguel enfrentou.
Profissionais de saúde explicam que a Marfan é genética, envolvendo o gene FBN1, e pode afetar coração, vasos, olhos e ossos. O diagnóstico envolve avaliação clínica, ecocardiograma e, em alguns casos, teste genético.
Entre as complicações, destacam-se dilatação da raiz da aorta, prolapso de válvulas cardíacas e escoliose. O tratamento envolve medicamentos, monitoramento regular, cirurgia quando necessário e aconselhamento genético para a família.
Especialistas ressaltam a importância do diagnóstico precoce para prevenir quadros graves. A família de Miguel reforça a necessidade de acompanhar sinais e buscar especialistas com experiência em Marfan.
Fonte: Crescer, com relato da mãe Andreia Regina Liborio Fascina.
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