A Philips completa 135 anos mantendo o foco na saúde. A empresa, que já foi referência em consumo, passou a concentrar investimentos em diagnóstico por imagem, terapia guiada e cuidados intensivos. No Brasil, a mudança é marcada pela venda da plataforma Tasy.
Com 64.800 empregados no fim de 2025 e receita de 18 bilhões de euros no ano, a Philips redesenhou seu portfólio. A diretoria reconhece a necessidade de ampliar inovação, especialmente com inteligência artificial, para reforçar diagnósticos integrados e tratamentos.
A decisão de desinvestir no Tasy ocorreu após avaliação de portfólios globais e regionais. A transação, aprovada pelo Cade, envolveu a venda da plataforma de gestão hospitalar para a brasileira Bionexo por 940 milhões de reais, com contrato assinado em abril.
O novo eixo de atuação da Philips no Brasil
Hoje, a Philips direciona esforços para três pilares no país: diagnóstico por imagem, terapia guiada por imagem e monitoramento de pacientes críticos. Cada área recebe investimentos para ampliar capacidades tecnológicas e o uso de IA na prática clínica.
No diagnóstico por imagem, a empresa mantém fábrica em Varginha (MG) e um centro de desenvolvimento dedicado a monitores de pacientes. A linha de terapia guiada envolve procedimentos que combinam imagem e instrumentos médicos.
Outro pilar é o monitoramento de pacientes críticos, com foco em prever deteriorações clínicas por meio de dados coletados em UTIs. A estratégia de integração busca que informações de imagem, histórico clínico e sinais vitais caminhem juntos para facilitar a decisão médica.
Integrated Diagnostics como norte
A Philips utiliza o conceito Integrated Diagnostics para conectar as frentes de atuação. A meta é que, ao gerar imagens, o tratamento já incorpore o histórico do paciente, resultados de exames anteriores e monitoramento contínuo. Essa abordagem visa ampliar a eficiência clínica e a gestão hospitalar.
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