Airalo, unicórnio global de eSIM, mira o Brasil para sustentar crescimento de 60% neste ano. A empresa vê espaço diante da demanda de viajantes que chegam ao país em busca de internet móvel, sem depender de chip local.
Em entrevista à Bloomberg Línea, Carlos Alberto Torres, diretor da Airalo para a América Latina, destacou que o principal obstáculo é o desconhecimento da tecnologia no Brasil. O objetivo é acelerar a adoção do eSIM no país.
A Airalo cresceu 60% na região em relação a 2024, impulsionada pela expansão de usuários desde 2019. A empresa acumula 30 milhões de usuários em todo o mundo e opera em mais de 200 destinos.
A companhia recebeu, em 2025, aporte de US$ 220 milhões liderado pela CVC Capital Partners, elevando a avaliação global para acima de US$ 1 bilhão. No Brasil, a atuação foca no público que viaja com frequência.
Parcerias e atuação no Brasil
No Brasil, a Airalo fechou acordo com a Claro para facilitar conectividade a viajantes que chegam ao país. Torres aponta que o país tem potencial de mercado sólido para o crescimento do eSIM.
Entre os desafios, o executivo cita ainda a compatibilidade de dispositivos: nem todos os modelos suportam eSIM atualmente, embora fabricantes avancem rapidamente. A Apple tem papel central nessa transição.
O objetivo é reduzir custos de roaming em até 90% em comparação com roaming tradicional, segundo dados da própria Airalo. A empresa busca oferecer pacotes com preços abaixo do roaming das operadoras locais.
Estratégias de produto e futuro no Brasil
A Airalo trabalha para precificar em reais e oferecer dados ilimitados, promovendo maior previsibilidade para viajantes. O uso de IA está voltado a feedback de usuários e desempenho de funil de conversão.
A empresa mantém operação totalmente remota, com equipes em 55 países. No Brasil, as atividades são coordenadas a partir de São Paulo, integradas à estrutura da América Latina.
O mercado corporativo figura entre os primeiros a adotar o produto, com demanda de viajantes que precisam manter conexão com reserva de voos e hotéis. A competição inclui novos players e parcerias entre companhias aéreas e provedores de eSIM.
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