A BMW e a Mercedes apresentaram versões elétricas de seus sedans de maior sucesso, apostando em um design que mescla traços clássicos com linguagem futurista. A estratégia busca reconquistar compradores de EVs diante da concorrência chinesa.
A BMW aposta na Neue Klasse, termo que remete ao ciclo histórico dos anos 60, quando a marca revolucionou mecânica e estilo. A Mercedes, por sua vez, mantém proporções tradicionais da Classe C Elétrica, reforçando a presença de uma “alma” premium.
Essa linha criativa surge como resposta à perda de identidade visual observada em muitos SUVs e sedãs elétricos atuais, em que o formato aerodinâmico tende a se tornar padronizado. O objetivo é oferecer tecnologia sem abrir mão de memória de marca.
Design retrô futurista
A BMW resgata a curva Hofmeister e traços da clássica BMW 1800, aplicando-os a silhuetas inteiras em LED. A Mercedes mantém o formato clássico de três volumes e a grelha retangular, preservando a assinatura visual da marca.
Para o mercado de luxo, a herança da marca continua a justificar o preço e a experiência premium. A ideia é que o consumidor sinta-se parte de uma tradição que influencia conforto, tecnologia e status.
Os modelos e suas especificações
O Mercedes Classe C Elétrica 2027, na versão C400 4Matic Electric, alcança até 762 Km de autonomia no WLTP e entrega 489 cv. A recarga de 10 minutos adiciona cerca de 325 Km de alcance, com opções de bateria até 800 Km.
A BMW I3 50 xDrive, primeira unidade da nova Neue Klasse, oferece 469 cv e até 900 Km de autonomia WLTP. Carrega 400 Km em 10 minutos e suporta carregamento bidirecional para alimentação externa.
Essa estratégia de design visa diferenciar as marcas, manter a percepção de luxo e atender às demandas de autonomia, desempenho e praticidade exigidas pelo mercado de elétricos.
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