Brasil cresce envelhecendo e demanda por tratamentos de retina aumenta. O Censo 2022 do IBGE mostra alta de 56% na população com 60 anos ou mais, que passou de 20,5 milhões para 32,1 milhões. O envelhecimento eleva a incidência de doenças oculares que ameaçam a visão.
Entre as condições mais relevantes estão a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a retinopatia diabética. DMRI é a principal causa de cegueira irreversível em pessoas acima de 50 anos, segundo o Ministério da Saúde, enquanto a retinopatia diabética atinge cerca de 35% dos portadores de diabetes, conforme estudos citados.
Ainda de acordo com dados do Ministério da Saúde, o Vigitel 2023 aponta que 30,4% das pessoas com 65 anos ou mais já convivem com diabetes. Esse conjunto aumenta o risco de danos na retina e a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado.
A doença ocular pode evoluir sem sinais claros. Em estágios iniciais, o paciente pode não perceber alterações até que o dano seja significativo. A avaliação oftalmológica regular é fundamental para evitar perdas irreversíveis.
Diagnóstico e tratamento
Quando identificadas precocemente, DMRI e retinopatia diabética têm tratamento que freia a progressão e pode preservar a visão. A injeção intravítrea, aplicada no interior do olho, é uma das principais abordagens, com duração rápida e anestesia local.
O protocolo busca bloquear o crescimento de vasos anormais e reduzir o acúmulo de líquido na retina central. O procedimento é amplamente utilizado e pode estabilizar ou melhorar a visão conforme a resposta individual do paciente.
A prática exige acompanhamento contínuo. Exames de alta resolução e retornos periódicos orientam as melhores decisões terapêuticas, já que a resposta à intervenção varia entre pacientes.
A atuação de especialistas em retina ganha destaque frente ao envelhecimento populacional. Profissionais destacam a importância de acesso a exames e tratamentos, especialmente para pessoas com fatores de risco como diabetes.
A médica Mariana Batista Gonçalves atua em São Paulo e no Piauí, com formação especializada em implantes intravítreos. Além de atender, orienta pacientes sobre saúde ocular e retina por meio de plataformas digitais e seu site.
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