O estudo recente, publicado no JAMA, avaliou o consumo de café e chá entre mais de 100 mil pessoas ao longo de cerca de 40 anos. Os resultados indicaram uma associação entre, principalmente, o café e menor incidence de demência.
A pesquisa é observacional, não prova causalidade. Autores destacam que hábitos de vida, como atividade física e rede social, podem explicar parte da associação. Não é possível afirmar que o café reduz a demência.
Quem participou e quando ocorreu não está detalhado neste texto, mas o estudo foi publicado recentemente por uma equipe de pesquisadores responsáveis pela análise longitudinal. O foco é entender relações entre bebida e risco de demência ao longo de décadas.
O benefício parece relacionado ao consumo leve a moderado ao longo da vida, não a mudanças repentinas. Além disso, a cafeína pode trazer efeitos adversos em excesso, como ansiedade e distúrbios do sono, que afetam a cognição.
Intervenções em vários domínios
A ciência aponta para ações combinadas ao longo da vida: alimentação saudável, prática de atividade física, estímulo cognitivo e controle de fatores cardiovasculares. Tais estratégias mostram resultados promissores.
No Brasil, pesquisas indicam que grande parte do risco de demência pode ser evitável por fatores modificáveis. Baixa escolaridade e condições socioeconômicas também desempenham papeis relevantes, ampliando o foco para políticas públicas.
O café pode continuar fazendo parte da alimentação, mas como coadjuvante na prevenção. A mensagem é pensar a saúde do cérebro com uma visão integrada, que vai além de uma única bebida.
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