Na véspera do Dia Mundial da Asma, especialistas destacam que a doença é crônica, não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento médico e uso adequado de medicamentos. No Brasil, 23,2% da população convive com a condição, segundo o Ministério da Saúde.
Dados da SBPT mostram que apenas 12,3% dos pacientes atingem controle adequado, enquanto 60% dos casos graves permanecem descontrolados. O DataSUS registra média de 350 mil internações anuais relacionadas à asma, entre as principais causas de hospitalização no SUS.
Em 2022, o sistema público registrou 83.155 internações e 524 óbitos. Em fevereiro de 2023, foram 7.197 internações e 20 mortes. A doença inflama as vias aéreas, dificultando a passagem de ar e exigindo manejo contínuo para evitar crises.
Diagnóstico e fatores agravantes
A Dra. Fernanda Lima Fernandes, pneumologista, explica que o diagnóstico é clínico e envolve episódios recorrentes de chiado e tosse, especialmente à noite ou após infecções virais. Em adultos e crianças, espirometria pode confirmar o quadro.
Segundo a médica, crises em crianças são frequentemente desencadeadas por infecções virais, poeira, ácaros, mofo, variações climáticas e poluição. Doenças associadas, como rinite não tratada, podem dificultar o controle da asma.
Tratamento é essencial para controle da asma
A adesão ao tratamento é um desafio. A base terapêutica envolve controle da inflamação, com corticoide inalatório como pilar. A ausência de acesso leva a tratamento apenas das crises, mantendo a inflamação silenciosa.
Especialistas destacam que, com tratamento adequado, é possível reduzir exacerbações, visitas a pronto atendimento e internações. Garantir acesso contínuo a medicamentos muda o cenário de manejo da doença.
Sinais de descontrole da asma
Sinais de descontrole incluem tosse, chiado frequente, falta de ar, despertares noturnos e cansaço para atividades simples. Em casos de maior gravidade, respiração acelerada, dificuldade para falar, afundamento das costelas e resposta baixa à medicação de resgate exigem atendimento imediato.
Uso correto da bombinha
A técnica de uso da bombinha é essencial e, muitas vezes, negligenciada na infância. O médico orienta agitar o dispositivo, encaixá-lo no espaçador, colocar a máscara adequadamente e disparar um jato por vez, com respirações lentas. Se necessário, repetir após alguns segundos, evitando jatos simultâneos ou uso sem o espaçador.
Por Matheus Garcia
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