O cruzeiro MV Hondius, ancorado próximo à costa de Cabo Verde, retirou passageiros infectados com hantavírus na terça-feira (5). A operação envolveu barcos e aviões-ambulância, com equipes nacionais e internacionais responsáveis pelos atendimentos. Três casos foram confirmados pela Saúde de Cabo Verde, incluindo um vínculo com uma das mortes associadas ao vírus. Os pacientes apresentam quadros clínicos estáveis e foram encaminhados para tratamento em um hospital nas Ilhas Canárias.
Segundo autoridades de Cabo Verde, não houve novas intercorrências entre os ocupantes da embarcação, e o risco para a população em terra é considerado baixo. A OMS já informou que a avaliação de risco permanece sob monitoramento global, com resposta coordenada internacional em andamento. Até o momento, três passageiros faleceram desde o início do surto, que teve início após o navio zarpar da Argentina.
O cruzeiro seguirá para as Ilhas Canárias, conforme informação do Ministério da Saúde da Espanha. A chegada está prevista para os próximos três a quatro dias, com quase 150 pessoas a bordo ainda a bordo. Ao chegar, todos receberão exames médicos antes de serem transferidos aos seus países de origem.
Desdobramentos e cooperação internacional
A Organização Mundial da Saúde destacou que Cabo Verde não possui capacidade para realizar a operação completa no próprio território, enfatizando que as Ilhas Canárias oferecem infraestrutura adequada. A Espanha atua como parceira na evacuação médica e no atendimento aos passageiros, incluindo cidadãos espanhóis.
Sobre hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores e pode causar hantavirose, com formas que variam de gripe leve a danos graves no pulmão e no coração. No Brasil, a SCPH é a manifestação mais comum. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de roedores contaminadas, com outras vias menos frequentes.
Sintomas e tratamento
Influenza-like symptoms costumam aparecer nos estágios iniciais, incluindo febre, dor de cabeça e dores musculares. Em casos graves, surgem falta de ar e queda de pressão. O tratamento é de suporte, sem antiviral específico, aumentando a importância do diagnóstico precoce.
Prevenção
Medidas preventivas enfatizam evitar contato com roedores e seus resíduos, armazenar alimentos de forma segura, manter lixo sob controle, limpar ambientes sem gerar poeira e usar proteção em áreas de alto risco.
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