O escorpião segue sendo um risco presente em quintais e até dentro de casa. Em 2026, quatro moradores de São Paulo morreram por picadas, conforme levantamento local. No restante do Brasil, os registros de acidentes já somam cerca de 50 mil neste ano.
Na cidade de Marília, no interior paulista, uma moradora relata que o escorpião apareceu no vão entre o rodinho e o piso, aumentando a sensação de infiltração pelo ambiente doméstico. Em Conchal, região de Campinas, um menino de três anos faleceu após ser picado no quintal.
Casos envolvendo animais também ocorreram. Um empresário relatou atender uma cachorrinha picada por escorpião, com a clientes em estado de choque, levando à necessidade de atendimento veterinário emergencial. A gravidade depende da resposta rápida e dos sinais apresentados.
De acordo com a médica Cristiana Virgulino, do Hospital Vital Brazil, do Instituto Butantan, crianças abaixo de 7 anos apresentam maior vulnerabilidade. Cerca de 20% dos acidentes nessa faixa etária podem exigir soro e tratamento intensivo.
A orientação prática é simples: lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico próximo o quanto antes. A proteção passa por evitar frestas, limpar quintais e manter recipientes fechados, reduzindo oportunidades de contato com o inseto.
No uso nacional, o DataSUS aponta 49.355 acidentes com escorpiões em 2026, contra 239.926 em 2025. As autoridades destacam a necessidade de vigilância constante e campanhas de prevenção para grupos de maior risco.
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