O que acontece: dados do IBGE mostram que 70,6% dos brasileiros não realizam exames preventivos regularmente. A maioria só procura médico quando já há incômodo, o que eleva o risco de sair do diagnóstico precoce para a doença já em estágio avançado.
Quem está envolvido: especialistas ressaltam que doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto e diferentes tipos de câncer costumam ser silenciosas no início. Quando surgem os sintomas, o tratamento tende a ser mais complexo e custoso.
Quando e onde: não há idade mínima para se preocupar com a saúde, mas as recomendações variam por fase da vida. Adultos 18-40 precisam de check-up anual com exames básicos; a partir dos 35, monitoramento cardíaco; após os 40, eletrocardiograma e, para atividade física intensa, teste ergométrico.
Por que fazer check-up: números em 2024 mostram que mais de 330 mil mortes prematuras entre 30 e 69 anos poderiam ter sido evitadas com diagnóstico precoce, segundo o Datasus. Câncer de mama e colorretal com detecção precoce apresentam alta chance de cura.
Check-up básico versus completo: o básico concentra-se em exames de sangue essenciais e serve para jovens sem histórico familiar. O completo, indicado a partir dos 40 anos ou com fatores de risco, inclui imagem, avaliação cardiológica e rastreio de cânceres específicos.
Como iniciar: tudo começa com uma consulta com clínico geral, que avalia histórico e necessidades. Check-up é avaliação personalizada, não uma lista fixa de exames. O objetivo é identificar riscos antes que surjam sintomas.
Desafios comuns: tempo limitado, medo do diagnóstico e sensação de estar bem contribuem para a negligência. A ausência de sintomas não significa ausência de doença, destacam especialistas.
Fonte e orientação: Alfredo Salim Helito, médico clínico do Hospital Sírio-Libanês e head nacional de Clínica Médica da Brazil Health, reforça a importância da prevenção para evitar complicações.
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