O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não há indicação de pandemia causada pelo hantavírus associada ao surto em cruzeiro de luxo. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele disse que o hantavírus é conhecido desde os anos 90 e registra casos no continente americano a cada ano.
Padilha ressaltou que o Brasil possui histórico de dezenas de casos anuais de hantavírus, variando entre 30 e 40. Segundo ele, neste ano já houve sete ocorrências, sem relação com o surto no navio ou com a cepa andina, associada aos episódios a bordo.
Casos e sinais no Brasil
Minas Gerais é o único estado com registro de morte por hantavírus neste ano, ocorrido em fevereiro. A morte não guarda relação com o surto registrado no navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde, conforme autoridades.
Até agora, o país tem sete casos confirmados de hantavírus nas regiões Sudeste e Sul. A pasta afirma que o cenário permanece controlado e não há evidências de transmissão sustaineda entre humanos ligada ao surto marítimo.
A pasta reforça que o vírus circula de forma endêmica, com ocorrências anuais previstas, mas sem indicar risco imediato de pandemia no território nacional. Não foram apresentadas recomendações adicionais de vigilância além das práticas já adotadas.
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