O rastreio de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) faz parte do pré-natal e ajuda a detectar infecções que costumam passar sem sintomas, permitindo início rápido de tratamento e acompanhamento. O foco é proteger a saúde da mãe e evitar a transmissão ao bebê.
Segundo a OMS, mais de 1 milhão de ISTs curáveis são adquiridas diariamente no mundo, muitas sem sintomas. No Brasil, entre 2005 e junho de 2025 foram registrados 810.246 diagnósticos de sífilis em gestantes, com 89,7 mil casos em 2024.
A sífilis é a IST mais acompanhada no pré-natal no país. Dados indicam crescimento na taxa de diagnóstico em gestantes, com 35,4 por 1.000 nascidos vivos em 2024. O aumento é de 3,2% frente a 2023. A doença pode impactar parto e peso ao nascer se não tratada.
ISTs que podem afetar o bebê
Além da sífilis, HIV, hepatites B e C, herpes e HPV podem influenciar a saúde materna e neonatal. A transmissão pode levar a natimorto, morte neonatal, infecção ocular no recém-nascido, malformações e dificuldades no desenvolvimento.
Estudo brasileiro de 2022 com 2.728 gestantes apontou 21% de ISTs, incluindo clamídia e outras infecções. Em região Sudeste, a prevalência atingiu 23,3%. Dados recentes do Ministério da Saúde mostram queda de 7,9% nas ocorrências em gestantes em 2025, com cerca de 7.500 registros.
O diagnóstico precoce durante o pré-natal é destacado como essencial para reduzir riscos de complicações e proteger a saúde materno-infantil. A orientação médica reforça a importância de rastrear ISTs, mesmo na ausência de sintomas.
Como prevenir: quando e quais testes fazer
A prevenção envolve uso correto de preservativos, vacinação contra hepatite B e HPV, e a testagem contínua, especialmente para quem está grávida ou planejando engravidar. A dificuldade de acesso e o estigma dificultam a testagem, exigindo estratégias mais acessíveis.
Modelos que levam o cuidado até a casa ajudam a ampliar o rastreio e a praticidade. O check-up de ISTs no Brasil foca em HIV, sífilis, hepatite B e C, buscando detecção precoce para evitar impactos na gestação.
A ideia central é facilitar o acesso aos exames laboratoriais, inclusive em domicílio, para ampliar a detecção e proteger mãe e bebê. A medida busca reduzir atrasos no diagnóstico e melhorar desfechos obstétricos.
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