Na OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que não há indícios de um surto maior de hantavírus após os casos a bordo do navio MV Hondius, em viagem pelo Oceano Atlântico. A declaração foi feita em Madri, onde parte dos passageiros desembarcou. A recomendação é de monitoração constante.
O navio saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Um casal holandês e um homem alemão morreram pela cepa Andes, a única conhecida com transmissão entre pessoas. Ao todo, há sete casos confirmados e um provável ainda em análise.
Entre os infectados estão um francês e um norte-americano. Um passageiro espanhol evacuado testou positivo e permanece em quarentena em hospital militar em Madri. O paciente francês segue em UTI, com quadro cardiopulmonar grave, segundo autoridades.
Conforme Tedros, países que receberam os repatriados ficam responsáveis pelo monitoramento dos contatos e pela vigilância de casos. A recomendação é manter observação por 42 dias após a última exposição ao vírus. A repatriação não encerra a vigilância epidemiológica.
Cerca de 150 passageiros e tripulantes de cerca de 20 países estavam a bordo, segundo a AFP. O navio, que começou a viagem em 1º de abril, deve chegar aos Países Baixos no próximo fim de semana, com capacidade reduzida. Tedros ressaltou que “os vírus não conhecem fronteiras”.
O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de aerossóis de roedores infectados. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 1993, com 2.412 casos e 926 mortes até hoje. A doença pode evoluir de quadros gripais para síndrome cardiopulmonar grave.
Autoridades destacam a importância de vigilância contínua e diagnóstico precoce, principalmente entre populações expostas. O monitoramento de viajantes repatriados permanece essencial para evitar transmissão local.
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