Antoinette Del Rio, hoje com 33 anos, vivia uma carreira promissora em publicidade, viagens frequentes e vida social ativa em Nova York. O uso excessivo de álcool e cannabis, gastos impulsivos e conflitos constantes desafiaram seus relacionamentos, que alternavam entre momentos de euforia e crises intensas.
Observando padrões nos laços afetivos, médicos do cuidado primário identificaram sinais de transtorno de personalidade borderline (TPB) em 2022. A condição se caracteriza por instabilidade emocional, de identidade e de relações, além de comportamentos impulsivos.
O TPB é complexo de tratar, mas é possível melhorar com intervenção adequada. Profissionais destacam que pacientes com comorbidades, como uso de substâncias, também podem apresentar avanços significativos com terapia específica.
O que é TPB
Especialistas definem o transtorno como um padrão de instabilidade afetiva, de autoimagem e de relacionamentos. A impulsividade e o risco de automutilação são comuns, levando alguns pacientes a buscar tratamento com mais frequência.
Estimativas apontam que o TPB afeta cerca de 1,6% da população. O diagnóstico pode ser confundido com transtornos como bipolaridade, depressão e TDAH, que muitas vezes coexistem com o TPB.
Sinais e sintomas
Explosões de raiva, sensação de vazio e medo de abandono são marcadores comuns. Relacionamentos intensos e mudanças abruptas de humor também predominam, refletindo a hipersensibilidade do quadro.
Para receber o diagnóstico, é necessário apresentar pelo menos cinco sinais. A dificuldade de ficar sozinho e a busca por validação externa costumam acompanhar o quadro.
Tratamento e perspectivas
Medicação pode aliviar sintomas, mas a terapia costuma ser fundamental para mudanças duradouras. Terapias como a comportamental dialética ajudam a desenvolver atenção plena e regulação emocional.
Outras abordagens baseadas em evidências incluem mentalização e psicoterapia focada na transferência. Grupos de apoio também podem favorecer a adesão ao tratamento.
Antoinette, após deixar a publicidade de alta pressão, passou a atuar como diretora executiva interina de uma organização que oferece grupos de apoio a pessoas com TPB. Com terapia regular, ela conseguiu identificar padrões emocionais e aprimorar a comunicação.
O relato ressalta a importância do acesso a tratamento adequado e redes de apoio para melhorar a qualidade de vida de quem enfrenta o TPB. A reportagem destaca que mudanças são possíveis com acompanhamento multidisciplinar.
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